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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Joe e Stella

(Um textinho meu pra vocês ...)

E quando me esquivei ele já estava lá, tinha me atrasado a cerca de 15 minutos, a noite estava linda  como uma exposição de arte pintada pelas mãos do criador.
  Ah como aquele lugar era lindo, todas as superfícies e colunas eram tomadas por visualmente o que parecia ser um tapete verde bem vivo, a praça não estava muito cheia, havia algumas crianças brincando no play Ground, elas davam altas gargalhadas que até eram gostosas de ouvir.
   Antes que eu chegasse até a parte da grama que Joe estava, sua percepção o fez olhar pra trás e  como que automático não havia como negar o aquele sorriso. Aquele sorriso seria capaz de por fim em guerras e mudar estações do ano, aquilo me encantava.
   Eu então me acomodei ao seu lado. Ele não se virou pra mim, nem se quer deu algum sinal, ele simplesmente permaneceu la, fixo e penetrante, olhando para cima. Eu me senti confusa e como que sem pensar rastreei seu olhar e por instantes percebi que ele estava tenso, as suas pálpebras estavam arqueadas e seu pensamento estava incômodo.
  Me arrastei na tentativa de chegar ainda mais perto, coloquei os braços por cima do seu ombro, aproximei a minha boca ao seu ouvido e balbucie algumas palavras enquanto o seu cabelo fazia cocegas na parte de cima, entre meu lábio superior e o nariz :
 __ Tem alguém em casa?
  Pude sentir que as palavras surtiram efeito imediato. Ele se virou como se estivesse acordado de um transe e suas mãos firmes me puxaram pra mais próximo, descendo pela minha cintura, aquilo me fez arrepiar. Eu tinha certeza que não poderia estar em lugar melhor. Ele me apertou tão forte em seu tórax que não pude conter um pequeno grito, que o fez rir e me pegar ainda mais firme .Suas mãos agora estavam entreabertas se envolvendo pela minha nuca e subindo ate um ponto em que juntou uma firme porção dos meus cabelos, eu adorava aquilo. Me sentia controlada.
 Ondas e sensações desconhecidas até aquele instante subiam por todo o meu corpo. Ele tocou meu pescoço e logo após velozmente pressionou a sua boca contra a minha, suas mãos agora tomavam o controle sobre meu corpo, ele me beijava forte eu me sentia a atração principal da festa.
   Joe era diferente. Não como aquelas "garotinhas" idealizam um garoto só porque ele é bonitinho. Ele era diferente, ele me tornava diferente, me fazia ver e sentir aquilo, que eu só era telespectador... mas agora não. Eu participava da história. Uma história em que nós dois segurávamos a caneta...
  Após uma pausa, agora minha mão tocava no seu cabelo tentando alinhar alguns fios , mas as tentativas resultavam em não muito sucesso, ele sorria enquanto eu revirava os olhos na frustração do trabalho não empenhado. Ele fazia caretas ao conversar e imitava com uma voz fina e muito engraçada, que surtiam em pequenos tapas e depois ele me segurava e me acalmava em seu colo dando beijos com pequenos estalados. E as horas já não tinham os mesmos 60 minutos e o tempo mudava de cor em meio beijos e sorrisos ao lado de um fim de tarde.

bjus azuis da ~ Anny



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