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domingo, 5 de junho de 2016

Resenha: O que há de estranho em mim - Gayle Forman


Livro: O que há de estranho em mim
Autora: Gayle Forman

Editora: Arqueiro
Páginas: 224
Ano: 2016                   
ISBN: 978-85-8041-480-6

Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade.



  Neste livro conhecemos a história de Brit, uma jovem de 16 anos que mora em Portland, toca guitarra e é vocalista de um abanda chamada Clod, junto com seus amigos Denise, Erick e Jed - seu crush lindo -. Brit é filha de um ex roadie do U2 e de uma mãe esquizofrênica que desapareceu quando ela era mais nova. Agora ela morava com o pai, a madrasta, a quem ela carinhosamente apelidou de "Monstra", e seu meio-irmão Billy que ainda é um bebê. 


  A história começa com Brit contando sobre uma suposta viagem em família para o Grand Canyon, que seu pai havia planejado. No começo ela nem queria ir, porque já havia feito outros planos com a Clod, mas depois acabara sendo convencida pelo pai. Na hora de pegar estrada ela foi de carro só com pai. já que ele dissera que uma viagem tão longa assim de carro não era boa para o pequeno Billy, e que ele e a "Monstra" iam de avião e depois se encontrariam lá. Pelo menos foi essa a explicação que ele deu para que eles estivem viajando sozinhos, mas até que Brit tinha gostado da ideia de passar mais tempo só com o pai. Tudo corria muito bem até que em determinado momento Brit reparou que seu pai desviou o caminho e eles estacionaram em um lugar que mais parecia um hotelzinho de estrada barato, e ela já não entendia mais nada, ate que tudo mudou. Afinal, aquele não era o caminho para o Grand Canyon!


"É que a gente acha que a loucura e a sanidade ficam em lados opostos de um oceano, mas na verdade não passam de duas ilhas vizinhas."



  Brit se vê trancada na Red Rock, um internato para reabilitar jovens com desvio de conduta, pelo menos era isso que eles afirmavam fazer nos anúncios expostos em revistas, mas na real aquele lugar erá totalmente o contrário de bom. As sessão de terapia funcionavam como uma espécie de tortura psicológica, onde as garotas se reúnem em uma roda para gritar xingamentos e insultos umas pras outras até que alguém desmorone a chorar. Elas eram obrigadas a trabalhar em um pedreira carregando blocos de cimento. A Red Rock possuí uma regra onde as internas pulam de nível até alcançar a liberdade, só que para isso algumas delas "trabalhavam" como delatoras para conseguir seu passe mais rápido, e qualquer deslize das garotas era castigado com um rebaixamento de nível ou então com uns dias na solitária. Sem falar das sessões individuais com a bruxa da Dra. Clayton e as caminhadas com o Xerife, que eram piores que qualquer castigo aplicado lá dentro. Brit odiava aquele lugar com todas as suas forças.

"Não existem madrastas malvadas, não existem fadas madrinhas, não existem príncipes encantados. Não existe um destino predeterminado. É você que manda no destino. É você que decide o que faz."


  No meio de todo esse caos, Brit conhece Bebe, uma patricinha filha de uma atriz que a internou lá por causa do seu suposto distúrbio sexual. Cassie, que ainda tem dúvidas sobre sua sexualidade,e  foi deixada lá pelos pais para que fosse "curada". Matha, que está acima do peso e os pais acham a Red Rock o lugar perfeito para controlar a compulsão por comida que a filha tem. E Virgínia, a quem todas chamam de V, que já é uma nível seis (o ultimo nível da Red Rock) e que ninguém sabia ao certo porque tinha ido parar naquele lugar. Elas acabam se tornando grandes amigas, e mesmo sendo impedidas de conversarem umas comas outras - outra regra idiota do lugar - e fundam um clube secreto que Bebe logo se empolga em chamá-lo de "Divinamente Fabuloso e Ultraexclusivo Clube de Malucas" onde passam a ser irmãs. Juntas elas bolam um plano para fechar de vez a Red Rock, e em meio a isso muitas coisas se revelam, principalmente algo que deixará Brit muito feliz, e por fim o verdadeiro motivo que levou seu pai a interná-la naquele lugar.


"O que cada uma de nós havia feito para estar ali? Cassie gostava de meninas mais do que achavam que deveria. Bebe gostava de meninos mais do que deveria. V pensava na morte mais do que deveria. E eu? Por que é que estava ali? Porque era mais parecida com a minha mãe do que deveria? Porque assustava meu pai mais do que deveria?"


  Eu achei todo o enredo bem interessante, foi uma leitura bem rápida e que prendeu minha atenção ao livro. o tempo todo eu queria ajudar a personagem a sair daquele lugar e eu ainda sinto uma vontade enorme de socar a fuça da Dra. Clayton. Sério! No final do livro tem um anota da autora onde ela conta que conversou com várias pessoas que passaram por situações bem parecidas com a de Brit e suas amigas, e isso fez com que eu me interessasse ainda mais pela história. Eu recomendo muito este livro para vocês e espero que gostem tanto quando eu. Essa é a primeira obra da Gayle Forman que eu leio e se todas as outras me fizerem questionar as atitudes das pessoas, como esse me fez, já quero ler todas as outras com toda certeza.

E aí se interessaram por essa história? 


Beijoo Beijoo e até o próximo post!






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