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terça-feira, 26 de julho de 2016

Entrevistando o autor: Vinícius Siman (eu tô Xó!)

[Reprodução: Arquivo pessoal do autor]





  Sim, nós voltamos a fazer entrevistas aqui no blog, e vai ser muito muito muito legal! Vamos entrevistar autores e várias outras pessoas que nós admiramos muito, e pra começar eu trouxe uma entrevista com um ser maravilhosamente DIVO, que eu amo! Vinícius Siman, a melhor pessoa desse mundo!!! Haha <3 Então bora saber um pouco sobre ele? 


Fale um pouco sobre você.
Bom, percebo que já começou com a pergunta mais difícil de todas. Falar de si mesmo é um desafio pra qualquer ser humano. Mais ainda pra um ser humano questionador. Mas, pra facilitar, vou dizer o que faço -- se é que isso pode ajudar a definir quem sou. Sou escritor, poeta, diretor e crítico literário, militante dos direitos humanos, tenho nove livros publicados e sou apaixonado por livros, café, relógios parados e cuecas box.

Descreva sua personalidade.
Pelo que percebo, tenho uma personalidade forte, polêmica, autêntica. Não gosto de nada clichê. Não sei ser clichê, não sei ser comum, não sei fazer como os outros fazem. A coisa que mais odeio é hipocrisia. Escrevo pra detonar com a hipocrisia. A sociedade se abala -- frágil que é. João Miguel Schwadarsen, crítico literário, disse uma vez, num artigo que fez sobre mim pra uma revista de literatura: "Siman é o escritor contemporâneo da cirrose e da AIDS, da puta e da bicha, do político e do maconheiro", e isso define minha personalidade de forma que exclui outras tentativas de definição. E, só pra constar, a maior declaração de amor que recebi foi: "ai, Siman... se você não existisse, seria inventado".

Quais são seus pontos fortes? E os fracos?
Meu ponto forte é a sensibilidade. Meu ponto fraco também.

O que mais o motiva?
O que mais me motiva é a vontade que as pessoas têm que eu pare e o asco que elas sentem pelo que escrevo. Me odiar só me faz evoluir. Ser ameaçado de morte (o que sempre vejo quando abro meu e-mail) é um bálsamo pra mim. Só assim percebo que consegui chegar ao ponto que queria. É como disse Saramago: "escrevo pra desassossegar meus leitores". Se alguém se sente atingido, ferido, desassossegado a ponto de me odiar, este é o meu maior motivo pra continuar escrevendo.

Qual foi a sua maior conquista?
Minha maior conquista ainda está por acontecer. Não sei qual será, mas sei que acontecerá. E, por incrível que pareça, não sou ambicioso. Mas sei que sempre acontecem coisas novas na nossa vida que, geralmente, deixam as velhas pra trás.

Qual foi o maior obstáculo que superou?
Minha idade. Sempre fui discriminado no meio dos escritores por ser novo demais. Já me chamaram até de plagiador, pois não era possível um menino de 15 anos (na época) escrever coisas do tipo. Agora já superei e tenho meu lugar na literatura ipatinguense, algo de que me orgulho muito.

Como começou seu gosto pela escrita?
Aos seis ou sete anos, quando escrevi minha primeira palavra e não sabia sequer o que era um livro. Comecei a escrever pequenos poemas sem nunca ter visto um poema na vida. Dizem que essa minha entrada no mundo da escrita é coisa de vidas passadas. Eu já acho que é coisa desta vida mesmo.

O que te inspirou a escrever seu primeiro livro?
O sonho de publicar o primeiro livro. Sonhos são inspiradores. Agora, meu décimo livro já está pronto, e o décimo primeiro em andamento. Deca é uma realização enorme. Imagino quando for publicar meu centésimo livro... acho que nunca vou ficar satisfeito.


Eu sei que é uma resposta um tanto quanto difícil, mas qual deles é seu favorito?
O meu livro favorito é aquele que eu ainda não lancei, porque ainda não publiquei, porque ainda não escrevi. Dos livros que já escrevi, meu favorito é aquele que ainda está por vir, numa madrugada qualquer, numa inspiração matinal, num cinzeiro, num copo de uísque... ou no fim da vida, quando for ver tudo o que já fiz e ter a certeza de que esse livro não existirá.


Como você reage ao feedback que recebe?
Indiferente. Reações positivas ou negativas não me causam nenhuma revelia nas emoções. Continuarei escrevendo da mesma maneira, até me cansar e começar outra, por conta própria.

O que mudou na sua vida depois que seus livros foram publicados?
Pensei que mudaria muita coisa, mas, sinceramente, não mudou nada. Continuo o mesmo escritor de sempre, só que agora com o "status" de livros publicados.

Você é feliz com o que faz?
Sim e não. Ser escritor é padecer no paraíso.



Você sempre teve o apoio da sua família?
Minha família sempre foi indiferente a isso. Nunca leram um livro na vida. Nunca compraram um exemplar meu. Nunca me ajudaram a correr atrás de uma editora. Sempre acharam que esse era um trabalho normal, como qualquer outro, que eu deveria correr atrás pra conseguir resultados.

Qual seu autor(a) referência?
Se for pra ter o sacrifício de citar só um, cito José Saramago.

Qual lição você quer passar através dos seus livros?
Nenhuma. Não escrevo pra passar lição. Escrevo pro leitor se identificar com o que está lendo e tornar-se, assim, a matéria de sua leitura.

Quais são suas metas a longo prazo?
Quem sabe lançar uma editora, criar um abrigo pra cães e pessoas com necessidades, publicar meu milésimo livro ou coisas do tipo...?

Quais são seus planos para o futuro? Onde e como você se vê em 5 anos.
Daqui a cinco anos, me vejo em Ipatinga, levando a vida que levo, da mesma maneira de sempre. Na vida pessoal (como família, relacionamentos, etc.), não planejo nada. Sou muito do agora. O que tiver de acontecer, que aconteça! Espero que o futuro seja favorável a mim e ao meu coração. Só isso.

Cite três coisas importantes em sua vida.
O outro, o próximo e o contemporâneo. Vivo em prol do homem. Não teria outro motivo pra existir senão as pessoas que estão, estiveram ou estarão à minha volta.

Tem algum episódio marcante que aconteceu em algum lançamento? 
Nunca fui de lançamentos. Nunca achei graça nisso. Quando publico um livro, vou pro botequim mais vagabundo, peço uma pinguinha raça-ruim, acendo um pito e comemoro minha glória ouvindo Amado Batista.

O que você pode deixar de incentivo para escritores que ainda tem receio em expor suas obras, por medo de que as pessoas não gostem? O negócio é o seguinte: se eu, que escrevo o que escrevo, não tenho receio de expor, por que você tem? Arrisque. Risque besteiras num papel e publique-as. De tanta besteira que se escreve, acaba saindo uma coisa boa. Há três coisas que foram feitas pra se mostrar: corpo, amor e talento. Se não tiver nenhum dos três pra mostrar, morra. Agora, se tiver, entre em contato com a editora mais próxima ou escreva um blog. E sinta-se realizado!

Vinícius, foi um honra fazer essa entrevista com você. Muito obrigada por reservar um tempo para nós, e continue sendo Divo eternamente!!! <3 


Esse é o link do site do Vinícius onde vocês encontram os livros: http://viniciussiman.wix.com/site#!bibliografia/c20st



Pessoal, espero que tenham gostado, e em breve vou postar novas entrevistas com vários autores bacanas. <3

Beijoo Beijoo e até o próximo post!!! 







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