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domingo, 18 de março de 2018

Já se imaginou vivendo com pouco e ainda assim levar uma vida feliz?


Hey, tudo bom?

   No post de hoje vamos conversar um pouquinho sobre simplicidade, e sobre como é possível viver com pouco e ser feliz. No ano passado eu fui viajar com meu pai para conhecer Jequitinhonha, o lugar onde ele nasceu e passou boa parte da vida, e aproveitar também para conhecer alguns parentes. Foi uma viagem longa, se não me engando foram quase oito horas na estrada, até começarmos a avistar parte do lugar. Cara, eu fiquei olhando cada cantinho da estrada, e só conseguia ver terra seca, e muitos cactos. Sério! Muitos!

   Ao longo da estrada meu pai ia me mostrando os lugares onde morou, estudou e brincou, não tinha quase nada lá, com o passar dos anos tudo foi se acabando. Ele me contava as histórias e dava pra ver a saudade nos seus olhos. Eu vi fazendas enormes que um dia tiveram muito gado e Barões muito ricos, mas que agora estão abandonadas, com tudo seco e caindo aos pedaços. A maioria das pessoas lá tem terras bem grandes, mas como disse, estão secas. Em alguns lugares conseguíamos ver cavalos e vacas. Bem magros. Fomos para casa da Tia Elza, que eu já havia conhecido ha um tempo atrás infelizmente em circunstâncias nada agradáveis. A casa dela fica bem escondida em uma estrada de terra um pouco longa. Como a maioria das pessoas naquela área, as terras são grandes, porém, secas. Mas quer saber, é um lugar fantástico.

   A minha intenção com esse post não é dar detalhes sobre a minha viagem, mas sim mostrar como é possível ser feliz mesmo com recursos limitados. Passei seis dias na casa da Tia Elza, sem televisão, sem sinal de celular, consequentemente sem acesso a internet. SEIS DIAS. E eu não sofri em nenhum deles, muito pelo contrário, foram dias incríveis. Eu pude ler bastante, conhecer mais a história do meu pai e dos meus familiares, eu dei muitas risadas, comi muito é claro, descansei o máximo que eu pude, que era algo que eu estava mesmo precisando. Eu confesso a vocês que não senti falta de nada, nem mesmo de casa. Eu estava tão tranquila no meio de toda aquela simplicidade que simplesmente me encontrei. Meus tios não passam falta de nada, mas também não têm luxo com as coisas, são pessoas simples e cheias de humildade e amor no coração. 

  Nesses seis dias eu pude refletir sobre tudo que havia acontecido na minha vida até ali, as perdas, os ganhos, as decepções, os momentos em que eu pensei em desistir de tudo. Refleti muito. E então alguma coisa mudou dentro de mim, eu comecei a olhar mais para as pequenas coisas e não ser tão fútil. Porque sim, eu tenho momentos de futilidade. Eu aprendi a olhar pra vida de um jeito diferente, e finalmente entendi que a vida não para só porque alguém partiu meu coração. Sério, ela não para mesmo. Uma parte de mim renasceu ali, e foi tão bom. 

  Eu queria muito que vocês pudessem ter visto tudo o que eu vi, e assim poder repensar sobre as atitudes que temos tomado nos últimos tempos. Ter passado um tempo com pessoas tão simples, me fez amadurecer muito, e sou muito grata por isso. Ainda tenho meu lado fútil, consumista e tal, mas ando pensando muito sobre começar a viver sem tudo isso, e aderir ao minimalismo. Quem sabe, um dia e um passo de cada vez. Não custa nada tentar, não é mesmo? 


Então é isso pessoal, vamos refletir um pouquinho.
Beijo Beijo e até o próximo post.


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